

Reguladas pela Lei das Eleições (Lei 9.504/97), as pesquisas eleitorais só podem ser realizadas mediante registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sua divulgação, no entanto, é livre e pode ser feita até a véspera da votação.
Segundo especialistas, o papel das pesquisas é ajudar o eleitor a escolher, dentre os candidatos com mais chances de se eleger, aquele cujas ideias são mais próximas às suas. Elas também auxiliam os partidos a selecionar candidatos com maior probabilidade de aceitação pela população.
As pesquisas podem condicionar o comportamento do eleitor, estimulando o chamado “voto útil”. “As pesquisas tentam prever um resultado e mensurar a preferência dos eleitores. Dessa forma, podem interferir especialmente no comportamento do eleitor menos ideológico.
Os levantamentos da pesquisa devem ser encarados pelo eleitor como uma informação a mais na hora de definir seu voto, não como um fator determinante. O eleitor não deve se deixar levar somente pelos números. É importante acompanhar todas as informações do processo, mas a decisão deve ser baseada principalmente em suas convicções.
As pesquisas eleitorais passaram a sofrer questionamentos em vários países por causa de divergências entre as previsões e os resultados das urnas. Nos Estados Unidos, por exemplo, a senadora Hillary Clinton era apontada como franca favorita nas primárias democratas no Estado de Michigan, mas foi derrotada por Bernie Sanders com votação acima da margem de erro.
No Brasil, também há casos emblemáticos, como a votação para o governo da Bahia, em 2006, quando os institutos apontavam a reeleição do então governador Paulo Souto (DEM), mas quem ganhou logo no primeiro turno foi Jaques Wagner (PT).
A explicação pode estar na velocidade da circulação de informações na era da internet e das redes sociais. As pesquisas são apenas um “retrato” da opinião do eleitor em um determinado momento. E essa opinião pode mudar rapidamente, com a disseminação de novas informações na web, sem que os modelos atuais de pesquisa consigam captar a mudança.
Os especialistas também avaliam positivamente a legislação brasileira dedicada ao tema. Para ambos, as regras são rigorosas e garantem que a ferramenta seja usada com transparência e segurança nas eleições do país.